Debate no Paraná opõe críticas a privatizações e defesa do governo Ratinho
Reprodução/Tribuna do Paraná
Política

Debate no Paraná opõe críticas a privatizações e defesa do governo Ratinho

O custo da energia e das estradas pedagiadas, temas que afetam o agro e a economia paranaense, dominaram o debate entre Requião Filho e Sandro Alex. Sergio Moro não participou do encontro promovido pela TV Bandeirantes.

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Por Redação Diário Norte Pioneiro · 10 de agosto de 2026 às 03:07
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A ausência de Sergio Moro (PL) no debate realizado neste domingo (9) pela TV Bandeirantes concentrou as discussões nas ações do governo Ratinho Junior. Requião Filho (PDT) criticou privatizações e obras, enquanto Sandro Alex (PSD) defendeu a administração estadual e se apresentou como candidato da direita.

Requião Filho relacionou o custo de vida no Paraná ao preço da eletricidade e das estradas pedagiadas. Segundo ele, a privatização da Copel elevou as tarifas e prejudica o desenvolvimento, inclusive no agro. Como proposta, defendeu ICMS zero para micro e pequenas empresas.

Sandro Alex afirmou que a privatização da Copel foi necessária diante do crescimento do Estado e atribuiu os preços a medidas do governo federal. Ele prometeu R$ 23 bilhões em investimentos no setor energético e a construção de 50 subestações. Também citou a saúde financeira estadual e a projeção de PIB de R$ 800 bilhões.

Na educação, Alex destacou a primeira colocação do Paraná no IDEB e prometeu 500 escolas cívico-militares, com investimento de R$ 6 bilhões, além de unidades bilíngues. Requião Filho disse que pretende rever o modelo e afirmou que ele não é pedagógico, mas de propaganda.

Em infraestrutura, Sandro Alex citou a Ponte de Guaratuba e projetos de duplicação da BR-277, além da promessa de pavimentar em concreto os corredores de produção. Requião Filho questionou o custo e o cronograma da ponte e criticou a conservação das estradas e a falta de investimentos em água e esgoto no litoral.

Na segurança, Alex atribuiu a queda dos índices de criminalidade ao aumento dos investimentos e prometeu contratar 2 mil oficiais e abrir concurso para outros 2 mil. Requião Filho criticou a não adesão do governo estadual a um programa federal de combate ao feminicídio. Moro havia anunciado cerca de uma hora antes do debate que não participaria, alegando a existência de um suposto acordo entre os adversários para atacar sua candidatura.

Fonte: Tribuna do Paraná

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