Política

Filhos de Tarcísio informaram Palácio como endereço de empresa privada

Matheus e Letícia Ferreira de Freitas abriram uma empresa de consultoria e, depois, passaram a integrar sociedade com empresário ligado ao setor tributário. O uso do endereço do Palácio dos Bandeirantes gerou questionamentos sobre possível conflito de interesses.

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Por · 8 de agosto de 2026 às 01:32
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Os filhos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Matheus Ferreira de Freitas, de 27 anos, e Letícia Ferreira de Freitas, de 19, abriram em fevereiro a Ferreira de Freitas Participações Ltda., voltada à consultoria empresarial e à intermediação de negócios. O capital social registrado foi de R$ 10 mil, com 51% das cotas para Matheus e 49% para Letícia.

Nos documentos de constituição, os dois indicaram como endereço residencial a Avenida Morumbi, nº 4.500, onde fica o Palácio dos Bandeirantes, sede e residência oficial do governo paulista.

Em junho, a empresa passou a integrar a BR Invest Participações Ltda. em sociedade com a RB Par Ltda., sediada em Lauro de Freitas (BA). A nova empresa tem capital social de R$ 60 mil, dividido igualmente entre os sócios, e Matheus e Rodrigo Barbosa de Sousa aparecem como administradores.

Sousa também administra a RB Par e a RBS Corporate Finance. Seu pai, Luciano Santos de Sousa, controla a Lex Tax e a All Tax, empresas que atuam, segundo as informações apresentadas na reportagem, em consultoria tributária, recuperação de créditos e planejamento tributário.

O caso levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses porque o governo paulista administra o ICMS, tributo relacionado às atividades das empresas ligadas ao novo sócio. Dados da Secretaria da Fazenda de São Paulo indicam que empresas dos setores de energia e proteína animal receberam mais de R$ 680 milhões em créditos outorgados de ICMS entre 2023 e 2025.

Tarcísio de Freitas negou conflito de interesses e repudiou a associação entre as atividades privadas dos filhos e assuntos do governo estadual. Luciano Santos de Sousa também negou irregularidades e afirmou que a All Tax atua exclusivamente com tecnologia, enquanto a Lex Tax não tem clientes em São Paulo nem presta serviços a empresas contribuintes do ICMS paulista.

Fonte: revistaforum.com.br

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