

História de Taubaté reúne disputas familiares, bandeiras e escravização
Pesquisadores Pedro e Angelo Rubim apontam que a formação administrativa de Taubaté começou com uma disputa entre famílias nobres portuguesas no século 17. Entrevista também aborda povos indígenas, ocupação territorial e a busca por metais preciosos.
# História de Taubaté reúne disputas familiares, bandeiras e escravização A história de Taubaté, no Vale do Paraíba, começou antes da cidade existir formalmente e foi marcada por disputas familiares, expedições, ouro e escravização indígena. O município está a duas décadas de completar 400 anos, segundo o material publicado pelo OVALE.
Em entrevista ao especial Taubaté#400, os pesquisadores e historiadores Pedro e Angelo Rubim afirmaram que ainda faltam pesquisas arqueológicas robustas sobre a ocupação anterior à colonização. A literatura menciona, até aqui, algumas nações indígenas, como os Jeromimes e os Guaianases, e, em alguma medida, um trânsito de Guarulhos.
Os pesquisadores também citaram um levantamento sobre a escravização de indígenas em Taubaté entre 1640 e aproximadamente 1720. A pesquisa identificou mais de 2 mil cativos em 130 inventários e testamentos, embora os dados não representem todos os moradores da região naquele período.
A formação administrativa de Taubaté estaria ligada à disputa pela herança de Mariana de Souza Guerra, a Condessa de Vimieiro, que resultou na divisão da capitania de São Paulo e na criação da capitania de Itanhaém. Segundo os entrevistados, ela expediu ordens para garantir a ocupação territorial, mas nunca esteve no Brasil.
Jacques Félix, conhecido como fundador da cidade, teria recebido a missão de ocupar a área e buscar riquezas. As expedições criavam estruturas de abastecimento e avançavam pelo território com o objetivo de encontrar pedras e metais preciosos.
Fonte: sampi.net.br
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