

Marina e Soninha divergem sobre adaptação a eventos climáticos em SP
Candidatas ao Senado por São Paulo discutiram prevenção de desastres, moradia em áreas de risco e recursos para obras de adaptação durante debate. Estado tem 177 municípios sob ameaça recorrente de temporais, deslizamentos, estiagem e incêndios, segundo dados apresentados no encontro.
O debate entre Marina Silva e Soninha Francine sobre a disputa ao Senado por São Paulo teve como foco os efeitos do aquecimento global e as medidas para prevenir desastres naturais. A discussão também abordou o cumprimento das metas federais de transição ecológica e a necessidade de investimentos em infraestrutura para proteger populações vulneráveis.
Marina afirmou que 177 cidades paulistas convivem com riscos recorrentes de temporais, deslizamentos, estiagem e incêndios. Ela citou ainda situações de escassez hídrica, ondas de calor e ventos de até 160 km/h, além de mencionar perdas de moradias, lavouras e vidas em ocorrências como a de São Sebastião.
Soninha avaliou que a adaptação urbana é a medida mais urgente e apontou dificuldades para intervir em áreas de ocupação consolidada, especialmente encostas classificadas como de risco altíssimo. Segundo ela, planos de longo prazo precisam indicar etapas, responsáveis e recursos para sair do papel.
Na réplica, Marina citou o aumento do Fundo Clima, de uma média de R$ 400 milhões para R$ 27 bilhões, e mencionou o EcoInvest e o Adapta Cidades. De acordo com a candidata, dez municípios paulistas participam de projetos-piloto do Adapta Cidades. Ela também relacionou recursos do PAC para contenção de encostas e drenagem ao cumprimento de metas de mitigação.
Fonte: band.com.br
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