

Película eletrônica quase invisível capta sorrisos e movimentos faciais
Pesquisadores da Universidade de Tóquio apresentaram eletrodos extensíveis que acompanham a pele do rosto e podem registrar sinais produzidos por músculos faciais. A tecnologia é estudada para aplicações em interação, comunicação, reabilitação e monitoramento.
# Película eletrônica quase invisível capta sorrisos e movimentos faciais A pesquisa chama atenção para uma tecnologia que pode futuramente ampliar formas de interação sem teclado ou tela, inclusive em áreas como comunicação e reabilitação.
Apresentados em julho, os eletrodos são feitos com uma rede de nanofios de ouro estimada entre 7 e 9 nanômetros de espessura. O material é transferido diretamente para a pele e, nos testes, não foi identificado visualmente pelos observadores a 1,2 metro de distância.
Os participantes também relataram não perceber os eletrodos pelo toque. A estrutura transparente e flexível conseguiu captar sinais elétricos dos músculos e distinguir movimentos como sorrir, franzir a testa e movimentar a boca.
Outras películas flexíveis podem acompanhar pequenas deformações da pele, registrando movimentos rápidos dos olhos pela pálpebra e alterações nas narinas ligadas à respiração. Expressões faciais poderiam ser usadas como comandos, enquanto sinais fisiológicos contínuos interessam a pesquisas e sistemas de monitoramento.
Para que a tecnologia seja utilizada por períodos mais longos, ainda será necessário enfrentar dificuldades relacionadas ao suor, ao desgaste causado por movimentos repetidos, à leitura de sinais muito pequenos e ao conforto do usuário. A proposta é reduzir a interferência do equipamento para registrar expressões sem alterar os movimentos naturais do rosto.
Fonte: band.com.br
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