

Santa Casa de Jacarezinho anuncia suspensão do atendimento pelo SUS em 60 dias
Medida afetará o atendimento à população do Norte Pioneiro, incluindo pacientes encaminhados de municípios da região. A instituição atribui a decisão à crise financeira e afirma que ainda está aberta a negociações com gestores públicos.
A Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho anunciou que suspenderá, no prazo de 60 dias a partir da publicação da nota oficial, os atendimentos pelo SUS/SAS destinados à população do Norte Pioneiro. A medida tem impacto regional e envolve pacientes encaminhados de municípios como Jacarezinho, Santo Antônio da Platina e Cornélio Procópio, embora ainda não esteja claro se a suspensão também atingirá diretamente os moradores de Jacarezinho.
Segundo a instituição, a decisão foi comunicada à Prefeitura de Jacarezinho, à 19ª Regional de Saúde, à AMUNORPI, a conselhos municipais, órgãos de controle, entidades profissionais e ao Hospital Regional Pioneiro Amin Hannouche, de Cornélio Procópio. A Santa Casa afirma que buscou, durante três meses, uma solução para a situação econômico-financeira, mas não identificou encaminhamento considerado suficiente.
A direção informa que o custo operacional mensal mínimo do hospital é de R$ 2,5 milhões e que, em um cenário adequado, seriam necessários cerca de R$ 4 milhões por mês. A instituição também relata folha de pagamento de aproximadamente R$ 957 mil mensais, dívidas diversas de R$ 25 milhões, passivo estimado de R$ 13 milhões em ações cíveis e trabalhistas e necessidade de regularizações junto à Secretaria de Estado da Saúde avaliada em R$ 2 milhões.
A Santa Casa afirma ainda que o repasse da Tabela SUS cobre, em média, 60% do custo real dos serviços. Conforme a nota, 67% das internações de clínica geral, 79% das internações em UTI e 78% das cirurgias são de pacientes oriundos dos municípios do entorno de Jacarezinho.
Após a suspensão, a instituição pretende manter atendimento apenas a pacientes particulares e de convênios. Os pacientes internados na data do encerramento terão a assistência mantida, mas não serão admitidas novas internações ou recebimentos de pacientes do entorno regional pelo SUS/SAS. A 19ª Regional de Saúde deverá organizar as medidas para a continuidade da assistência na região durante o período de transição.
Procurado pela reportagem da Tribuna do Vale, o chefe da 19ª Regional de Saúde, João Luccas Thabet Venturine, informou que alguns detalhes precisam ser tratados diretamente com a Secretaria de Estado da Saúde. Até o fechamento da publicação, a assessoria de imprensa da Sesa não havia atendido às ligações.
Fonte: Tribuna do Vale
Informação que importa, direto do Diário Norte Pioneiro.
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