Suspeito de golpe contra marroquinas é preso em Cornélio Procópio
Reprodução/Folha de Londrina
Segurança

Suspeito de golpe contra marroquinas é preso em Cornélio Procópio

Um homem marroquino de 28 anos foi preso preventivamente em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, suspeito de agredir e aplicar um golpe em duas mulheres da mesma nacionalidade. Elas dizem ter pago cerca de R$ 10 mil por regularização documental, emprego e moradia que não foram providenciados.

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Por Redação Diário Norte Pioneiro · 14 de agosto de 2026 às 00:51
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A operação foi realizada na terça-feira (11) pela 11ª Subdivisão Policial de Cornélio Procópio, que também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. Ele é investigado por estelionato, lesão corporal e dano, além de possíveis indícios de promoção ilegal de imigração no Brasil.

Segundo a investigação, as mulheres chegaram ao município em 17 de julho, após serem contatadas por aplicativo de mensagens. O suspeito teria prometido alugar uma casa em nome delas e regularizar a documentação das famílias. Depois de dois dias no apartamento dele, as vítimas foram expulsas. O dinheiro pago pelo serviço não teria sido devolvido, e uma das mulheres relatou ter sido agredida após questionar a situação.

As vítimas, de 27 e 29 anos, estavam acompanhadas de três crianças. Elas foram acolhidas pela Casa de Passagem, receberam atendimento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Família e foram encaminhadas para um hotel. Na sexta-feira (7), seguiram para São Paulo com apoio do município, onde pretendem trabalhar e aprender português.

O suspeito está na Cadeia Pública de Cornélio Procópio e passou por audiência de custódia. Aparelhos eletrônicos apreendidos serão periciados com auxílio de tradutor, já que ele fala apenas árabe. A polícia solicitou a quebra do sigilo telefônico para verificar se existem outras vítimas, enquanto a Embaixada do Marrocos e a Polícia Federal foram acionadas.

O homem nega a acusação e afirma que levou as mulheres para Cornélio Procópio porque soube que estavam em situação de rua em São Paulo. O delegado Adriano Diogo informou que o Ministério Público se manifestou pela substituição da prisão por tornozeleira eletrônica, mas a decisão ainda cabia ao juiz.

Fonte: Folha de Londrina

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