Urnas funerárias revelam história indígena antiga em São José da Boa Vista
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Urnas funerárias revelam história indígena antiga em São José da Boa Vista

Achado feito por agricultores em 1973 levou duas urnas cerâmicas indígenas à delegacia de Wenceslau Braz antes de ser reconhecido como patrimônio arqueológico. Pesquisas relacionaram o material ao sítio Vitorino 3, associado à tradição Tupiguarani.

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Por Redação Diário Norte Pioneiro · 23 de agosto de 2026 às 17:23
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A história de São José da Boa Vista, no Norte Pioneiro, é anterior à formação do município e à colonização da região. Pesquisas arqueológicas no Vale do Itararé registram ocupações humanas antigas nas áreas próximas aos rios Itararé e Pescaria, com vestígios ligados às tradições Umbu, Humaitá, Itararé-Taquara e Tupiguarani.

Em 1973, agricultores encontraram duas urnas cerâmicas durante o trabalho de arado em uma área rural do município. Uma delas continha restos ósseos humanos e, por isso, o material foi levado à delegacia de Wenceslau Braz, onde inicialmente foi aberto um inquérito para apurar uma possível ocorrência criminal.

O professor e historiador Joaquim Gil reconheceu a natureza arqueológica dos vestígios. Após seus esclarecimentos, o inquérito foi encerrado e o achado foi encaminhado para investigação especializada.

O material passou a ser relacionado pelo arqueólogo Igor Chmyz ao sítio Vitorino 3, pesquisado naquele ano e associado à tradição Tupiguarani. Além das urnas, o local apresentava estruturas de habitação em terra preta, indicando que as peças faziam parte de um contexto de ocupação e não estavam isoladas.

A análise arqueológica identificou um contexto funerário. O sepultamento foi interpretado como secundário, e os restos pertenciam a um indivíduo adulto de idade avançada. Também foi encontrado, junto à urna maior, um pequeno recipiente cerâmico com decoração canelada.

Fragmentos das urnas e a ossada foram posteriormente levados a Curitiba e incorporados ao acervo do Museu Paranaense. Segundo a fonte, o material está atualmente preservado no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná, em Paranaguá.

Fonte: npdiario.com.br

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