

Chuvas afetam lavouras e podem pressionar preços no Paraná até fevereiro
O excesso de chuva já prejudica a produção agrícola no Paraná e começa a impactar os preços de alimentos comercializados nas Ceasas. Os reflexos podem se estender até fevereiro de 2027, segundo avaliação de técnico da Ceasa.
O excesso de chuvas no Paraná tem afetado as lavouras e começa a pesar nos preços pagos pelos consumidores. Entre os 30 principais produtos comercializados nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasas), metade registrou variação de valores entre setembro e a primeira quinzena de outubro.
De acordo com dados do Simepar, setembro terminou com o maior volume de chuva dos últimos 25 anos em pelo menos 14 estações meteorológicas. Para o fim de outubro, a previsão ainda aponta acumulados acima da média.
No campo, a umidade dificulta o enraizamento, favorece doenças fúngicas e reduz a vida útil de hortaliças. Tomate, batata e morango também enfrentam dificuldades na colheita. As perdas podem elevar os custos com proteção contra granizo, aplicação de defensivos e replantio.
Parte dos produtos vendidos nas Ceasas vem de outras regiões do Brasil para atender à demanda e evitar uma alta maior. Segundo Evandro Pilati, técnico da Ceasa, alface e abobrinha, que já deveriam estar em fase de colheita na Região Metropolitana de Curitiba, não se desenvolveram conforme o esperado.
Pilati avalia que os efeitos sobre a produção e os preços podem chegar a fevereiro de 2027. No Sul, o plantio costuma se intensificar a partir de outubro, mas o excesso de chuva tem reduzido o ritmo dos trabalhos, com possível reflexo principalmente nos preços de novembro, dezembro e janeiro.
Fonte: Norte Pioneiro Online
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