

Trio é preso suspeito de planejar morte de idoso em Bandeirantes
Um idoso de 77 anos foi morto a tiros dentro de casa, em Bandeirantes, no Norte Pioneiro, na madrugada de sábado (22). A esposa, a filha e o amante dela foram presos em flagrante após a Polícia Civil identificar inconsistências na versão de latrocínio.
José da Silva Teixeira foi encontrado morto na residência onde morava. Segundo a versão inicial apresentada à polícia, dois homens teriam invadido o imóvel por volta de 0h10, atirado contra o idoso e fugido com R$ 20 mil, o carro e um revólver da vítima.
Durante a perícia e a coleta de informações, os policiais perceberam que a casa estava arrumada, apesar do suposto roubo. A esposa, Valquíria Sandoval, também teria dado versões diferentes sobre onde estava no momento do crime, mencionando a cozinha, orações e os cuidados com os cachorros.
A investigação apontou ainda que a chave do portão estava na fechadura. Com autorização, os policiais acessaram os celulares da mulher e da filha, Amanda Sandoval Teixeira, e encontraram indícios de que o crime teria sido planejado pelas duas com a ajuda de Anderson Justino Estevão, apontado como amante de Valquíria.
De acordo com a Polícia Civil, a filha estava hospedada em um hotel de Londrina durante o crime, em uma tentativa de criar um álibi. Anderson foi localizado em casa, onde também estava o veículo da vítima. Ele teria admitido participação no planejamento, mas negado os disparos; a arma, um revólver calibre .22, foi recuperada, assim como o carro e o dinheiro.
A motivação relatada pela esposa envolve alegações de violência psicológica e patrimonial ao longo dos 27 anos de relacionamento. Segundo o delegado Michel Rocha de França Araújo, essas declarações ainda serão apuradas. A polícia aguarda os laudos de necropsia e toxicológico.
A prisão em flagrante dos três foi convertida em preventiva. Eles foram autuados por homicídio triplamente qualificado e podem responder também por falsa comunicação de crime, fraude processual e outros delitos que ainda serão investigados.
Em nota, a defesa afirmou que as investigações continuam e contestou a voluntariedade das declarações atribuídas aos envolvidos. Os advogados também disseram que houve pressão psicológica e restrição de acesso a advogados durante os interrogatórios, e destacaram a presunção de inocência e o direito à ampla defesa.
Fonte: Folha de Londrina
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