Espetáculo no Rio resgata memória industrial do Jacarezinho
Reprodução/viventeandante.com
Cidades

Espetáculo no Rio resgata memória industrial do Jacarezinho

Montagem estreia em 17 de setembro, no Sesc Tijuca, e aborda migração, trabalho, pertencimento e resistência a partir da história da favela da Zona Norte do Rio. A peça também recupera a influência das antigas fábricas na formação do território.

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Por Redação Diário Norte Pioneiro · 14 de setembro de 2026 às 20:48
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O espetáculo Querer ficar, mas ter que partir estreia em 17 de setembro no Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro, com uma narrativa baseada nas memórias do Jacarezinho. A montagem discute as trajetórias de pessoas que chegaram, partiram ou permaneceram no território enquanto reconstruíam suas vidas.

Idealizada por Natália Brambila, a peça retoma a importância do antigo Complexo Industrial do Jacaré. A partir da década de 1960, fábricas de diferentes segmentos atraíram trabalhadores de várias regiões do país e contribuíram para o crescimento de moradias, relações comunitárias e do comércio local.

A história da família de Natália integra o processo de criação. Sua mãe, Elida, deixou Minas Gerais aos 14 anos em busca de trabalho e conseguiu o primeiro emprego em uma das fábricas do complexo, onde também construiu vínculos que ultrapassaram o ambiente profissional.

A pesquisa da montagem acompanha ainda as mudanças provocadas pelo fechamento de fábricas, pelas crises econômicas e pelo desemprego. O espetáculo enfoca as formas encontradas pelos moradores para reconstruir a vida e apresenta a cultura como espaço de criação, resistência e afirmação comunitária.

A encenação reúne jovens artistas negros, universitários e moradores de diferentes favelas do Rio. O elenco é formado por Jeff Melo, Natália Brambila, Anderson Oli e Taty Aleixo, com participação especial de MC Serginho. A direção é de Rei Black e a dramaturgia, de Pedro Emanuel.

No Sesc Tijuca, as sessões ocorrem de quinta a sábado, às 19h, e aos domingos, às 18h, até 11 de outubro. Os ingressos custam entre R$ 15 e R$ 30, com entrada gratuita para o PCG. Em novembro, estão previstas quatro apresentações nas comunidades de Manguinhos e Jacarezinho.

Fonte: viventeandante.com

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